Resenha: As Peças Infernais – Anjo Mecânico – Cassandra Clare

Anjo MecânicoOlá lindos e maravilhosos!!

Finalmente poderei falar de Cassandra Clare e o quanto minha opinião sobre ela mudou.

Segue então a resenha de ANJO MECÂNICO, o primeiro livro da série Peças Infernais:

Bom, a história começa em torno de Tessa Gray, uma garota de Nova York do século 18 que vai para Londres viver com o irmão após a morte de sua tia. Chegando lá, Tessa é abordada por algumas pessoas que dizem estar lá a mando do seu irmão Nate, essas pessoas na verdade sãos as Irmãs Sombrias que á sequestram.

Durante seu período em carcere Tessa descobre um mundo totalmente diferente, cheio de descobertas e coisas até mesmo impossíveis de acreditar como, por exemplo, possuir um poder que ninguém conhecia e então descobrir que toda a sua vida até então foi uma mentira. Tessa conhece também  “Os Caçadores de Sombras”, mais conhecidos como Nephilims. Os Nephilims defendem os seres humanos de seres do Submundo, como: vampiros, lobisomens, fadas, feiticeiros e as criaturas demoníacas. .

Will Herondale e Jem Carstairs (olhinhos brilhando, por favor) são caçadores de sombras e melhores amigos. Will e Jem, após uma série de assassinatos ocorridos, descobrem e seguem uma trilha suspeita e adivinham vocês? Sim, eles a partir dessa trilha suspeita encontram Tessa que estava aprisionada desde então e acabam salvando e levando-a ao Instituto de Londres (casa dos Nephilims). O Instituto é comandado por Charlotte, uma mulher totalmente diferente (e adorável) e seu marido Henry (o doidinho hahaha).

A partir dai Tessa conta com a ajuda dos caçadores de sombras para descobrir quem realmente é, enquanto procura por Nate. Muitas coisas acontecem nessa jornada, colocando constantemente em perigo a vida de Tessa que em meio a todos os problemas se vê envolvida com um dos caçadores de sombras… Frio, arrogante e provavelmente sem nenhum amor para dar.

A narrativa em terceira pessoa de Cassandra Clare nos da uma visão melhor dos acontecimentos, pois mostra a perspectiva vista por cada personagem. Tenho que confessar que a leitura muitas vezes se torna um pouco cansativa, por mais envolvida que você esteja. Lógico que com o conteúdo da história e a época em que é retratada, talvez necessite de muitos detalhes, mas talvez tenha detalhes demais tornando esse fato um pouco desnecessário para o desfecho da história.

Gostei de como ela começa todos os capítulos do livro, sempre  com uma passagem de algum poema de autores da época,  sem falar que nesse caminho todo Clare forma um triangulo amoroso, que da um pouco mais de emoção a história, te deixando em cima do muro sem saber de que lado ficar e para quem te fato torcer,  porque TODOS são adoráveis e confesso que por mim ela poderia ficar com os dois sem se importar como realmente uma dama deve se portar (mas isso é um caso a parte de “modernidade”, não estamos em 1878 né). Tirando os detalhes em excesso, simplesmente adorei o mundo que Cassandra criou, todo enredo e até mesmo os personagens mais odiados da história, de alguma forma te cativa.

“Entre dois mundos a vida paira como uma estrela,

Entre noite e aurora, sobre a linha do horizonte.

Quão pouco sabemos do que somos!

E menos ainda do que podemos ser!”

— Lord Byron, “Don Juan”

“Apagado o seu nome, então, registro mais uma alma perdida,

mais uma tarefa recusada, mais uma trilha não percorrida,

mais um triunfo do diabo e uma tristeza para os anjos,

mais um erro para o homem, mais um insulto a Deus!”

— Robert Browning, “The Lost Leader”

 Tessa (acredito eu) é uma das melhores personagens femininas dos livros que já li. Tudo bem que tem hora que as atitudes dela me dão nos nervos, mas vamos entendê-la, ela é do século 18 e tudo era diferente, então é natural ela agir daquela forma, não?!

A mais ou menos um ano comecei a ler Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos por causa do filme, mas acabei deixando-o de lado por motivos de: Muita coisa estava acontecendo na minha vida e tudo ao mesmo tempo haha, e porque eu não conseguia me concentrar na história. Sério, a Clary (personagem de Cidade dos Ossos) me deixava irritada, ela não demonstra força e coragem, não que não á tenha. Mas, não sentia isso quando me concentrava na história, enquanto a Tessa é totalmente o oposto o que me fez gostar ainda mais dela. Gosto de quando as protagonistas são fortes e corajosas.

Já estou em Príncipe Mecânico, segundo livro da série “Peças Infernais” e fiquei muito curiosa para ver as ligações entre as duas histórias e não se preocupem já retomei a minha leitura de “Cidade dos Ossos”.

Entretanto, contudo e todavia, Cassandra Clare tem me conquistado muito nesse último mês e deixo claro aqui que Will e Jem tem contribuído muito para isso.

Ps: Mil beijos para Magnus Bane que não comentei nada ali em cima, mas que é um dos melhores, se não o melhor personagem das duas histórias. Prometo falar mais dele na resenha de Príncipe Mecânico.

Espero que tenham gostado.

Beijos!

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Resenha: Mentirosos – E. Lockhart

MENTIROSOS-1

Olá lindos e maravilhosos!

Muitos de você já devem ter ouvido falar ou lido alguma coisa sobre “Mentirosos” da E. Lockhart. Pois bem, como primeiro post, nada mais justo do que escolher um dos meus livros favoritos.

Os Sinclair são uma família rica e renomada, bonitos, altos brancos e louros, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Costumam passar todos os verões juntos em uma ilha particular para tentarem manter o “espírito” de família e mascarar todos os problemas que eles tem. Cadence (neta primogênita e principal herdeira) tem dois primos com a mesma idade, Mirren e Jhonny e também o amigo Gat, os quatro são inseparáveis, assim formando um grupo chamado “Mentirosos”. No verão dos quinze anos foi onde Cadence e Gat passaram a perceber que eram muito mais que amigos e onde tudo mudou.

Cadence sofre um acidente no verão dos quinze, causando fortes dores de cabeça, onde não consegue se lembrar de nada antes do acidente e nem como tudo aconteceu. Ela fica sem ir para a ilha por um ano, quando volta tudo está diferente, não só o lugar mas também toda a sua família e a “missão” dela é descobrir sozinha o que aconteceu porque a família se recusa a dar detalhes sobre o ocorrido.

Mentirosos é um suspense/romance, não muito leve se formos levar em consideração todo o peso que a história em si carrega, no começo pode ser um tanto quanto cansativa a leitura, mas também não deixa de ser interessante. O uso de metáforas é muito constante na história, principalmente depois que Cadence passa a ter as dores de cabeça, o que as vezes se você não prestar bem atenção, acha que de fato aquelas coisas aconteceram, e foi uma das coisas que eu mais gostei durante a leitura, tem um romance gostoso de ver, muito mistério, sem contar o choque e com certeza muita emoção.

[…] Então sacou uma pistola e atirou no meu peito. Eu estava em pé no gramado e caí. O buraco da bala se alargou e meu coração saiu rolando da caixa torácica até o canteiro. O sangue jorrava continuamente da ferida aberta depois de meus olhos, meus ouvidos, minha boca. […] – Pág. 16

[…[ Uma bruxa está parada atrás de mim há algum tempo, esperando um momento de fraqueza. Ela segura a estátua de um ganso em marfim. É minuciosamente esculpida. Eu me viro e admiro por um instante até que ela balança o objeto com uma força chocante. Ela me acerta, abrindo um buraco na minha testa. […] Pág. 97

Todo o tempo que li “Mentirosos” tentei interligar os acontecimentos e as dicas junto com a Candace, para que no final nunca ser o que você espera.

O poetismo é muito evidente na narrativa de E. Lockhart, deixando tudo mais emocionante e sensível, ainda mais por não se tratar apenas da história de Cadence, mas por se tratar do drama de uma família que deveria ser perfeita. Narrada em primeira pessoa você consegue sentir toda angustia de Cadence e viver aquilo junto com ela.

Mentirosos foi para mim o melhor livro que li esse ano (sim, só o li agora, podem me matar!), me fez refletir sobre diversos assuntos, principalmente como as coisas podem mudar de uma hora para a outra se não bem aproveitada.

Espero que tenham gostado.

Beijo!