Resenha: A Playlist de Hayden – Michelle Falkoff

 

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Titulo Original: Playlist for the Dead | Páginas: 288| Editora: Novo Conceito| Ano: 2015.

Olá lindos e maravilhosos!

Acabei de ler A playlist de Hayden. Estava com ele na estante fazia um tempo, só que me faltava o tempo para ler, até que deu e confesso que ele está na lista de preferidos.

A história é sobre dois melhores amigos, Sam e Hayden.

Sam é o tipico garoto nerd, que gosta de vídeo game, livros, filmes, músicas e seu único amigo é Hayden.

Hayden também faz o garoto nerd, que gosta de todas as coisas que Sam. Até o dia que Sam encontra ele morto em uma manhã, deixando apenas um bilhete e uma playlist com 27 músicas para Sam.

O livro começa assim, Sam encontrando Hayden em sua cama na manhã seguinte da festa que foram e algumas coisas não deram muito certo. E toda a história gira  em torno disso, Sam tentando entender o porquê o amigo se suicidou.

Sam mora com a mãe e a irmã Rachel, que segundo Sam, não é a melhor irmã, mas nós vemos que ela é super bacana. Sam não gosta muito do pai, pois ele o deixou quando tinha apenas oito anos.

Logo após a morte de Hayden, Sam começa ter visões de seu amigo e falta de sono ainda tentando quebrar a cabeça e entender a playlist que Hayden deixou pra ele.

Em meio a todos os problemas que tem acontecido, ele conhece Astrid, que alega ter sido amiga de Hayden e logo Sam se apaixona por ela. Mas assim como Sam, Astrid também tem seus segredos.

“Aquele nervosismo todo era porque ela estava afim de mim. Eu não conseguia acreditar naquilo. Só que la estava ele, um momento pelo qual eu tanto esperei. Eu tava tão tenso que as minhas mãos tremeram um pouco quando puxei o guardanapo do dispenser sobre o balcão, me inclinei na direção de Astrid e limpei um pedaço perdido de batata cheio de ketchup em seu queixo.

– Assim fica melhor- eu disse e, então finalmente, a beijei.”

No livro também temos a “Trifeta do Bullying”, que consiste em três babacas que perseguiam Hayden. Jason, Travor e Ryan, irmão de Hayden.

Me envolvi bastante na leitura, tentando desvendar junto com Sam os segredos de Hayden e o porquê ele tinha feita aquilo. Ao mesmo tempo que a Trifeta do Bullying tem sofrido ataques e claro que todos veem Sam como o maior suspeito. Até ele mesmo começa a acreditar que ele tenha mesmo feito algo contra eles.

No desenrolar da história, ouvindo todas as musicas da playlist, lendo conversas antigas que Hayden tinha nos jogos online, ele  vai juntando ponta a ponta da história, confrontando pessoas no meio do caminho, até realmente descobrir o que aconteceu com seu amigo na noite da festa.

Sam esteve o tempo todo questionando todas as suas ações, sua amizade com Hayden e o que ele exatamente sabia sobre ele, porque pelas coisas que descobria, sabia muito bem que seu amigo era outra pessoa. Uma pessoa que ele não conhecia.

“Não acho que algum dia deixarei de me culpar pela parte que me cabe, mas de alguma maneira é mais fácil culpar a mim mesmo do que qualquer outra pessoa, e talvez algum dia seja possível que eu pegue um pouco mais leve comigo mesmo. Se nenhum de nós é cem por cento responsável, então é bem provável que nenhum de nós pudesse impedir o que aconteceu, mesmo sabendo que era isso que deveríamos ter tentado fazer. E provavelmente precisamos aceitar isso, assim como precisamos aceitar que o Hayden não vai voltar.”

Além do livro ser sobre mistério, tem uma pitada de romance, mas não aquele romance “não vivo sem você”, é aquele leve, bonito e gostoso de ler. Temos também o drama familiar envolvido e questões sociais sendo discutidas, inclusive o bullying que é um assunto bem presente na maior parte do livro.

A Playlist de Hayden não tem muitos diálogos, apenas algumas lembranças de Sam e a maior parte os pequenos diálogos com Astrid, mas que foram muito bem escritos. e de fácil entendimento.

Me apaixonei por muitos dos personagens do livro, inclusive os secundários. Mas o meu amor mesmo foi por Sam, que é todo fofo e que tem o melhor gosto musical de todo o universo. Sério, muitas das músicas que ele ouvia durante o livro e inclusive muitas das músicas da playlist eu já conhecia, mas também tinha as que não tinha ouvindo e que hoje estão na minha playlist. Em quanto eu lia o livro percebi que tinha muitas coisas em comum com o Sam, digo em relação a músicas, filmes, enfim, essas coisas.

Michelle Falkoff colocou muito bem suas ideias e seu ponto de vista de cada assunto, como as questões sociais como já havia dito e o romance totalmente saudável explorado por Sam e Astrid (casal mais lindo <3)

Mesmo que eu tenha imaginado um final totalmente diferente (diferente mesmo), foi um bom final e ficou aquele gostinho de quero mais, mais e mais.

É um bom livro e eu classifico ele na lista do “Todos Devem Ler”, não importa a idade, é totalmente saudável e em partes bem educativo.

A Playlist de Hayden é um livro sobre amizade, amor e principalmente sobre confiança. Coisas essenciais na vida de uma pessoa.

Beijos 😉

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Resenha: Trilogia Grisha – Sombra e Ossos – Leigh Bardugo

Olá lindos e maravilhosos!

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Titulo Original: Shadow and Bone| Páginas: 288| Editora: Gutenberg | Ano: 2013.

Alina Starkov é uma garota órfã que cresceu com o apoio de seu melhor amigo (e sua paixão por ele) Maly. Ela é cartografa e Maly é rastreador no exército para o qual são enviados ainda jovens, com a missão de proteger Ravka (cidade onde vivem). Para isso eles precisam ir a um tipo de expedição e atravessar a “Dobra das Sombras” que é como uma divisão entre dois mundos diferentes e como eles mesmo chamam o “Não Mar” e o “Mar Real”, só que para atravessar a Dobra eles e as outras pessoas a bordo precisam enfrentar a escuridão e os terríveis Volcras, que basicamente comem pessoas (e não pare para imaginar isso pois é nojento). Logo que estão atravessando Alina vê Maly ser atracado por um deles e ficar ferido e quando ela tenta protegê-lo acaba revelando um poder desconhecido (até mesmo para ela). 

Logo após esse acontecimento, Alina é levada pelos grishas (são soldados, só que com poderes) para Darkling, líder dos grishas e também o mais poderoso.  

Darkling tem como missão levá-la a corte real e treiná-la como uma grisha e ensinar tudo sobre seu poder. Com esse grande poder de Alina, Darkling acredita que ela possa ajudá-lo a destruir a Dobra das Sombras. 

Agora, Alina precisa se concentrar em suas habilidades e aprender a lidar com seus sentimentos por Maly, sua atração por Darkling e sua “responsabilidade” com Ravka.

Como disse no inicio da resenha, Alina é uma garota órfã totalmente insegura. Se acha feia, não digna do amor de alguém e se sente rebaixada por qualquer garota com um dente mais branco que o dela. Mas quando passa a  “entender” o poder que tem, ela ganha uma certa confiança em si mesma e também em seu poder. Aí sim passou a agir como uma verdadeira personagem forte. O que é muito bom porque eu não aguentava mais ela reclamando de tudo. Esse é o único ponto chato que achei do livro todo.

Falando um pouquinho de Darkling, ele é poderoso, misterioso, cheio de si, cativante e de personalidade forte. Total anti-herói e com certeza o personagem mais bem construído de toda a história.

Já Maly, é aquele cara bonito e chato no inicio do livro e que passa a manter presença em um certo ponto. 

Leigh Bardugo me conquistou de muitas formas. Desde o mundo fantasioso e muito criativo da história, a evolução e amadurecimento dos personagens, cada um sempre mostrando o que tem de melhor, até a narrativa impecável.

Achei um pouco confuso no começo por causa dos nomes, lugares, cidades e poderes (é muito poder minha gente!) que são bem diferentes, mas com certeza não deixou de ser uma escrita muito boa e gostosa de ler e me peguei muitas vezes totalmente envolvida no drama de Alina.

 Bardugo me prendeu em cada detalhe da história e me fez abrir os olhos para a fantasia, coisa que eu não era muito acostumada, mas que agora sempre estará em minha vida.

Sombra e Ossos é uma história impecável do inicio ao fim. Quem já leu concorda (espero) e quem não leu, leia pois é uma história que vai te levar definitivamente para outro mundo.

 

Beijos 😉

 

 

 

Resenha: Naomi & Ely e A Lista do Não-Beijo

   Olá lindos e maravilhosos!naomi e ely

Titulo Original: Naomi and Ely’s No Kiss List | Páginas: 256| Editora: Galera Record| Ano: 2015.

O livro conta a história de Naomi e Ely e a perspectiva do amor e amizade  sob os olhos de vários personagens.

Tudo começa da seguinte forma: Naomi é apaixonada por ser melhor amigo gay. Eles tem A Lista do Não-Beijo onde estão os nomes de todas as pessoas que eles estão proibidos de beijar. 

Tudo está indo as mil maravilhas quando Ely confessa ter beijado Bruce, namorado de Naomi.

Depois disso e a não aceitação de Naomi, eles entram em uma certa guerra levando os moradores do prédio onde moram junto em toda a bagunça deles.

Falando do prédio, aquele lugar não é nem um pouco parecido com os prédios normais. Além de ter Gabriel (o porteiro muito gato) eles tem, bingos as madrugadas e clube de pessoas com insônia. Adorei esse prédio!

Enfim, voltando a história, Naomi não aceita de forma alguma a relação de Ely e Bruce, pois acredita que o destino deles é ficarem juntos e terem um casamento incrível, uma casa incrível e filhos incríveis.

Naomi é uma garota linda, extremamente forte, cheia de atitude, não se importa com o que os outros pensam (com exceção a Ely), mas totalmente vadia. Pelo menos é o que ela quer que as pessoas vejam, pois ela tem um coração enorme, já passou por muitas coisas na vida e sempre com Ely ao seu lado e também tem vários medos. Mas, no final do dia é sempre ela e sua mãe.

Já Ely poderia ser artista de cinema ou uma Drag Queen famosa se quisesse. Autêntico, espontâneo, estiloso e seguro de si. Teve muitos namorados e corações partidos antes de se aproximar de Bruce e o único amor que ele é capaz de deixar transparecer, é seu amor por Naomi.

Eu até poderia falar de Bruce e de toda a sua culpa na briga de Naomi e Ely, mas o foco principal não é esse e sim a lealdade e a amizade dos dois ao longo de toda a vida, pois como diz Ely em certa parte do livro “Dizer que é amigo de alguém, é fácil. Ser um amigo de verdade, não.”

A amizade deles teve muitos altos e baixos ao longo dos anos, mas o que os mantinham unidos era esse amor um pelo outro. 

Ely pode sim ter traído a confiança de Naomi quando beijou Bruce, mas a verdade sobre tudo isso é  o fato de que Ely  estava quebrando todas as fantasias de Naomi ao se apaixonar por Bruce.

“Mentiras são mais fáceis de processar. Menti para Ely dizendo que não tenho o menor problema com alguém ser gay. E não tenho mesmo. Exceto no caso de Ely. Ele deveria ser meu, no melhor estilo Felizes para Sempre, marcados pelo destino. Menti para Ely dizendo que entendia, é claro, que o verdadeiro destino dele era o glorioso reinado cor-de-rosa, e que aquilo esteve óbvio o tempo todo”.

“Não existe alma gêmea… e quem gostaria que existisse? Não quero ser metade de uma alma compartilhada, quero a porra da minha própria alma”

“É uma grande mentira dizer que só existe uma pessoa com quem se vai ficar pelo resto da vida. 

Se tiver sorte – e se esforçar bastante -, sempre haverá mais de uma”

Foi minha primeira leitura de David Levithan, mesmo sendo uma co-parceria com Rachel Cohn com quem já havia trabalhado em “Nick&Nora” (não li, mas já está no topo da lista).

A forma como abordaram os diversos assuntos com foco na amizade e a homossexualidade foi incrível. Escrita leve, divertida me tirando muitas risadas e sempre direto ao ponto sem deixar de falar de alguns momentos de pura reflexão sobre os assuntos, causando sempre um impacto diferente e fazendo com que leituras assim seja minhas preferidas.

Mesmo gostando muito da escrita teve alguns momentos que fiquei confusa na narrativa de Naomi, pois é utilizado alguns símbolos, mas não impediu o entendimento ao longo da história.

Cada capítulo é narrado por um personagem diferente como disse lá em cima, nos proporcionando ter uma ideia do que cada um está pensando no meio de toda a confusão.

Me apaixonei por cada personagem (até aprendi a gostar de Naomi em certo ponto). Todos tiveram grande importância no desfecho e confesso que gosto de livros assim, onde nenhum personagem seja esquecido.

Como primeira leitura de Levithan e Cohn, não tenho com o que comparar, mas deixo claro que foi uma das minha melhores leituras deste ano.

Ps: Lá em cima falei de Gabriel. O capítulo dele é um dos meus preferidos pois tem uma playlist com músicas incríveis 😉

Ps²: Vai ter filme! Estrelado por Victoria Justice e Pierson Fode. Até onde sei (me desculpem se eu estiver errada!) vai estrear dia 17 de julho.

Fotinhas extras para vocês 😉

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Beijos!

Resenha: Isla e o Final Feliz

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Olá lindos e maravilhosos!

Hoje vou falar de umas das minhas autoras preferidas: Stephanie Perkins.

Segue então a resenha de Isla e o Final Feliz. Terceiro livro sobre as garotas de Perkins. Titulo Original: Isla and the Happily Ever After | Páginas: 304 | Editora: Intrínseca | Ano: 2015.

Isla é uma garota ruiva linda e maravilhosa, tímida, romântica e insegura, apaixonada por Josh e a única pessoa em que confia é seu melhor amigo Kurt. Isla é insegura por sempre achar que as pessoas merecem mais do que ela pode oferecer. Kurt é melhor amigo de Isla desde sempre, autista, inteligente, confiavel, apoia Isla em todas as suas escolhas, mas também a repreende muitas vezes pelo mesmo. Josh. Ótimo artista, um tanto introspectivo, difícil e intenso e um dos motivos de ser assim é por ter os pais em posições importantes o que muitas vezes implica na sua forma de agir, mas fora isso é apaixonado não apenas por seu trabalho que é incrível mas também por pessoas, lugares e momentos, aquele cara que sabe o que quer da vida, mas que tende a ficar sozinho depois que seus amigos terminaram o ensino médio. Bom, até Isla aparecer. A história se passa em Paris, na SOAP, uma escola para americanos na França (lembra de Anna e o Beijo Francês?), e tudo acontece no último ano do ensino médio, mas Isla é apaixonada por Josh desde o primeiro ano. Os dois nunca trocaram mais do que duas palavras nesse tempo e a única vez em que Josh tentou se aproximar, ela o ignorou (coisa feia Isla!). O Romance de Isla e Josh é um verdadeiro conto de fadas, mas contado de um jeito certo o que faz total diferença no desfecho da história. Eles passam por grandes dificuldades envolvendo passado com ex-namoradas, os pais e o futuro incerto. “Ainda fico nervoso do seu lado, sabia? — Sério? — Eu me sinto como um gigante todo desajeitado. Você parece uma boneca de porcelana. Doce, delicada, linda.”

 
“Josh senta ao meu lado. Com a testa, ele toca a minha. Em seguida, ele fecha os olhos e diz: — Isla Martin. Eu amo você. Meu universo explode. — Eu também amo você, Josh. Muito.
 

Quando em certo momento do livro você acha que já é o felizes para sempre, muitas coisas acontecem e inclusive tem participações especiais de Anna, St. ClairMeredith (Anna e o Beijo Franês), LolaCricket (Lola e o Garoto da Casa ao Lado)  o que torna o final surpreendente, com um desfecho completo. Perkins tem uma escrita ótima, leve, engraçada, rápida e de fácil entendimento. O que a torna completa. Faz com que acreditemos que histórias assim (mesmo sendo querendo ou não um pouco clichê) possa realmente acontecer. Já li “Anna e o Beijo Francês” e “Lola e o Garoto da Casa ao Lado” e amo todas elas e antes de Isla, Anna era a minha personagem favorita (continua sendo) mas Isla me conquistou muito e foi a que mais me envolveu. Confesso que a personalidade de Isla não é as que mais me agradam, mas ela é tão linda e maravilhosa, engraçada e tem um coração tão grande que é fácil se apaixonar por ela ~sem contar que ela é ruiva :3~ Enfim, é uma história linda e gostosa de ler então todos deveriam dar uma chance para Stephanie Perkins e suas meninas” (como ela mesma diz) porque elas te envolvem e te levam para um mundo incrível, cheio de possibilidades e se tornam suas melhores amigas nesse mundo. Beijos!

Resenha: As Peças Infernais – Anjo Mecânico – Cassandra Clare

Anjo MecânicoOlá lindos e maravilhosos!!

Finalmente poderei falar de Cassandra Clare e o quanto minha opinião sobre ela mudou.

Segue então a resenha de ANJO MECÂNICO, o primeiro livro da série Peças Infernais:

Bom, a história começa em torno de Tessa Gray, uma garota de Nova York do século 18 que vai para Londres viver com o irmão após a morte de sua tia. Chegando lá, Tessa é abordada por algumas pessoas que dizem estar lá a mando do seu irmão Nate, essas pessoas na verdade sãos as Irmãs Sombrias que á sequestram.

Durante seu período em carcere Tessa descobre um mundo totalmente diferente, cheio de descobertas e coisas até mesmo impossíveis de acreditar como, por exemplo, possuir um poder que ninguém conhecia e então descobrir que toda a sua vida até então foi uma mentira. Tessa conhece também  “Os Caçadores de Sombras”, mais conhecidos como Nephilims. Os Nephilims defendem os seres humanos de seres do Submundo, como: vampiros, lobisomens, fadas, feiticeiros e as criaturas demoníacas. .

Will Herondale e Jem Carstairs (olhinhos brilhando, por favor) são caçadores de sombras e melhores amigos. Will e Jem, após uma série de assassinatos ocorridos, descobrem e seguem uma trilha suspeita e adivinham vocês? Sim, eles a partir dessa trilha suspeita encontram Tessa que estava aprisionada desde então e acabam salvando e levando-a ao Instituto de Londres (casa dos Nephilims). O Instituto é comandado por Charlotte, uma mulher totalmente diferente (e adorável) e seu marido Henry (o doidinho hahaha).

A partir dai Tessa conta com a ajuda dos caçadores de sombras para descobrir quem realmente é, enquanto procura por Nate. Muitas coisas acontecem nessa jornada, colocando constantemente em perigo a vida de Tessa que em meio a todos os problemas se vê envolvida com um dos caçadores de sombras… Frio, arrogante e provavelmente sem nenhum amor para dar.

A narrativa em terceira pessoa de Cassandra Clare nos da uma visão melhor dos acontecimentos, pois mostra a perspectiva vista por cada personagem. Tenho que confessar que a leitura muitas vezes se torna um pouco cansativa, por mais envolvida que você esteja. Lógico que com o conteúdo da história e a época em que é retratada, talvez necessite de muitos detalhes, mas talvez tenha detalhes demais tornando esse fato um pouco desnecessário para o desfecho da história.

Gostei de como ela começa todos os capítulos do livro, sempre  com uma passagem de algum poema de autores da época,  sem falar que nesse caminho todo Clare forma um triangulo amoroso, que da um pouco mais de emoção a história, te deixando em cima do muro sem saber de que lado ficar e para quem te fato torcer,  porque TODOS são adoráveis e confesso que por mim ela poderia ficar com os dois sem se importar como realmente uma dama deve se portar (mas isso é um caso a parte de “modernidade”, não estamos em 1878 né). Tirando os detalhes em excesso, simplesmente adorei o mundo que Cassandra criou, todo enredo e até mesmo os personagens mais odiados da história, de alguma forma te cativa.

“Entre dois mundos a vida paira como uma estrela,

Entre noite e aurora, sobre a linha do horizonte.

Quão pouco sabemos do que somos!

E menos ainda do que podemos ser!”

— Lord Byron, “Don Juan”

“Apagado o seu nome, então, registro mais uma alma perdida,

mais uma tarefa recusada, mais uma trilha não percorrida,

mais um triunfo do diabo e uma tristeza para os anjos,

mais um erro para o homem, mais um insulto a Deus!”

— Robert Browning, “The Lost Leader”

 Tessa (acredito eu) é uma das melhores personagens femininas dos livros que já li. Tudo bem que tem hora que as atitudes dela me dão nos nervos, mas vamos entendê-la, ela é do século 18 e tudo era diferente, então é natural ela agir daquela forma, não?!

A mais ou menos um ano comecei a ler Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos por causa do filme, mas acabei deixando-o de lado por motivos de: Muita coisa estava acontecendo na minha vida e tudo ao mesmo tempo haha, e porque eu não conseguia me concentrar na história. Sério, a Clary (personagem de Cidade dos Ossos) me deixava irritada, ela não demonstra força e coragem, não que não á tenha. Mas, não sentia isso quando me concentrava na história, enquanto a Tessa é totalmente o oposto o que me fez gostar ainda mais dela. Gosto de quando as protagonistas são fortes e corajosas.

Já estou em Príncipe Mecânico, segundo livro da série “Peças Infernais” e fiquei muito curiosa para ver as ligações entre as duas histórias e não se preocupem já retomei a minha leitura de “Cidade dos Ossos”.

Entretanto, contudo e todavia, Cassandra Clare tem me conquistado muito nesse último mês e deixo claro aqui que Will e Jem tem contribuído muito para isso.

Ps: Mil beijos para Magnus Bane que não comentei nada ali em cima, mas que é um dos melhores, se não o melhor personagem das duas histórias. Prometo falar mais dele na resenha de Príncipe Mecânico.

Espero que tenham gostado.

Beijos!

Resenha: Mentirosos – E. Lockhart

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Olá lindos e maravilhosos!

Muitos de você já devem ter ouvido falar ou lido alguma coisa sobre “Mentirosos” da E. Lockhart. Pois bem, como primeiro post, nada mais justo do que escolher um dos meus livros favoritos.

Os Sinclair são uma família rica e renomada, bonitos, altos brancos e louros, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Costumam passar todos os verões juntos em uma ilha particular para tentarem manter o “espírito” de família e mascarar todos os problemas que eles tem. Cadence (neta primogênita e principal herdeira) tem dois primos com a mesma idade, Mirren e Jhonny e também o amigo Gat, os quatro são inseparáveis, assim formando um grupo chamado “Mentirosos”. No verão dos quinze anos foi onde Cadence e Gat passaram a perceber que eram muito mais que amigos e onde tudo mudou.

Cadence sofre um acidente no verão dos quinze, causando fortes dores de cabeça, onde não consegue se lembrar de nada antes do acidente e nem como tudo aconteceu. Ela fica sem ir para a ilha por um ano, quando volta tudo está diferente, não só o lugar mas também toda a sua família e a “missão” dela é descobrir sozinha o que aconteceu porque a família se recusa a dar detalhes sobre o ocorrido.

Mentirosos é um suspense/romance, não muito leve se formos levar em consideração todo o peso que a história em si carrega, no começo pode ser um tanto quanto cansativa a leitura, mas também não deixa de ser interessante. O uso de metáforas é muito constante na história, principalmente depois que Cadence passa a ter as dores de cabeça, o que as vezes se você não prestar bem atenção, acha que de fato aquelas coisas aconteceram, e foi uma das coisas que eu mais gostei durante a leitura, tem um romance gostoso de ver, muito mistério, sem contar o choque e com certeza muita emoção.

[…] Então sacou uma pistola e atirou no meu peito. Eu estava em pé no gramado e caí. O buraco da bala se alargou e meu coração saiu rolando da caixa torácica até o canteiro. O sangue jorrava continuamente da ferida aberta depois de meus olhos, meus ouvidos, minha boca. […] – Pág. 16

[…[ Uma bruxa está parada atrás de mim há algum tempo, esperando um momento de fraqueza. Ela segura a estátua de um ganso em marfim. É minuciosamente esculpida. Eu me viro e admiro por um instante até que ela balança o objeto com uma força chocante. Ela me acerta, abrindo um buraco na minha testa. […] Pág. 97

Todo o tempo que li “Mentirosos” tentei interligar os acontecimentos e as dicas junto com a Candace, para que no final nunca ser o que você espera.

O poetismo é muito evidente na narrativa de E. Lockhart, deixando tudo mais emocionante e sensível, ainda mais por não se tratar apenas da história de Cadence, mas por se tratar do drama de uma família que deveria ser perfeita. Narrada em primeira pessoa você consegue sentir toda angustia de Cadence e viver aquilo junto com ela.

Mentirosos foi para mim o melhor livro que li esse ano (sim, só o li agora, podem me matar!), me fez refletir sobre diversos assuntos, principalmente como as coisas podem mudar de uma hora para a outra se não bem aproveitada.

Espero que tenham gostado.

Beijo!